Na madrugada, tudo grita
o silêncio grita,
o passado grita,
a minha mente grita,
a solidão, escancarada, grita,
meu coração já ficou rouco
e eu permaneço em silêncio.
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Jogadas
Tensão, dúvida, fobias...
Tudo transpassando em minha mente, num fluxo inconstante e avassalador que me derruba como se fosse uma avalanche de sentimentos indistintos e incoerentes, um em cima do outro, um dentro do outro, cada qual querendo se sobrepor...
Me chamam de culto, de idiota, de metido e até mesmo de otário. A forma como eu me vejo torna-se irrelevante, minhas atitudes, meu próprio jeito de ser... tudo tão irreal, insignificante.
Demonstrações de afeto (ou raiva) são necessárias em qualquer relação, sinto que todo e qualquer sentimento, seja ele ruim ou bom, deve ser expressado. Reprimir para quê? Se eu soubesse o que estou sentindo, certamente seria expressado, seja aqui nesse blog, ou até mesmo no meu dia-a-dia. Quanto à isso ninguém pode me chamar de hipócrita! Tento ser verdadeiro em tudo, se for para ser amigo, eu sou mesmo, para ser falso, sou mais convincente ainda. A partir do momento que eu me destino à viver, eu vivo.
Às vezes eu paro e penso, eu era mais feliz quando era triste... Engraçado não é mesmo? Quando eu era mais depressivo, minha vida tinha o brilho do único, minha risada era melhor, talvez porque eu valorizasse mais os momentos de alegria que tinha. Ficava triste boa parte do dia, mais vivia intensamente minhas alegrias. Isso se refletia até mesmo no meu modo de escrever. Minhas melhores (ao meu ver, claro!) criações foram produzidas enquanto estava depressivo. Até mesmo minhas poucas sacadas irônicas, as quais tanto gostava e "gostavam" eram mais elaboradas do que agora. Viver feliz não é estar feliz.
Esse "choque térmico" me veio quando parei para refletir sobre minha vida (sempre faço isso) e , pode até parecer idiota de minha parte, quando assisti uma entrevista com Clarice Lispector... Ela meche demais comigo, me identifico com ela. "Quando eu crescer" não sei se quero ser igual á ela, mais eu sinto, a cada instante que passa, a cada ano que eu envelheço, a cara texto ou poema que produzo, que meu destino é ser parecidissímo com ela... Clarice, você morreu feliz?
- Caso haja algum erro, perdoe-me, nem para editar eu estou com cabeça.
Tudo transpassando em minha mente, num fluxo inconstante e avassalador que me derruba como se fosse uma avalanche de sentimentos indistintos e incoerentes, um em cima do outro, um dentro do outro, cada qual querendo se sobrepor...
Me chamam de culto, de idiota, de metido e até mesmo de otário. A forma como eu me vejo torna-se irrelevante, minhas atitudes, meu próprio jeito de ser... tudo tão irreal, insignificante.
Demonstrações de afeto (ou raiva) são necessárias em qualquer relação, sinto que todo e qualquer sentimento, seja ele ruim ou bom, deve ser expressado. Reprimir para quê? Se eu soubesse o que estou sentindo, certamente seria expressado, seja aqui nesse blog, ou até mesmo no meu dia-a-dia. Quanto à isso ninguém pode me chamar de hipócrita! Tento ser verdadeiro em tudo, se for para ser amigo, eu sou mesmo, para ser falso, sou mais convincente ainda. A partir do momento que eu me destino à viver, eu vivo.
Às vezes eu paro e penso, eu era mais feliz quando era triste... Engraçado não é mesmo? Quando eu era mais depressivo, minha vida tinha o brilho do único, minha risada era melhor, talvez porque eu valorizasse mais os momentos de alegria que tinha. Ficava triste boa parte do dia, mais vivia intensamente minhas alegrias. Isso se refletia até mesmo no meu modo de escrever. Minhas melhores (ao meu ver, claro!) criações foram produzidas enquanto estava depressivo. Até mesmo minhas poucas sacadas irônicas, as quais tanto gostava e "gostavam" eram mais elaboradas do que agora. Viver feliz não é estar feliz.
Esse "choque térmico" me veio quando parei para refletir sobre minha vida (sempre faço isso) e , pode até parecer idiota de minha parte, quando assisti uma entrevista com Clarice Lispector... Ela meche demais comigo, me identifico com ela. "Quando eu crescer" não sei se quero ser igual á ela, mais eu sinto, a cada instante que passa, a cada ano que eu envelheço, a cara texto ou poema que produzo, que meu destino é ser parecidissímo com ela... Clarice, você morreu feliz?
- Caso haja algum erro, perdoe-me, nem para editar eu estou com cabeça.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Toda mãe é a melhor mãe do mundo
Estou aqui deitado em minha cama, fumando meu cigarro Carlton, com o cinzeiro do lado, o que não evita que algumas poucas cinzas pairem no ar e desabem em minha cama. O que isso me lembra? Me trouxe a recordação de minha mãe. que está em Surubim nesse momento. Mainha, desde que me entendo por gente, me mandava bater a cama antes de dormir. Para muitos isso pode parecer besteira, um simples ato de higiene e eu seria um tolo se dissesse que até o presente momento eu não pensava assim.
Hoje, lembrando disso juntamente com a saudade da minha mãe, vejo que esse pedido é mais do que uma preocupação com uma cama limpa. É sim uma das muitas demosntrações de amor, carinho, cuidado e dedicação que minha mãe tem por mim. Uma mulher que chega cansada de umdia de trabalho e encontra os filhos assistindo televisão, os abraça, conversa uns minutos, dá a benção e se prepara para dormir e que ainda tem a boa vontade de dizer todas as noites, com um tom carinhoso e afetuoso que apenas as mães tem: "Não esqueçam de bater as camas de vocês antes de dormir!", só pode ser a melhor mãe do mundo.
Hoje, lembrando disso juntamente com a saudade da minha mãe, vejo que esse pedido é mais do que uma preocupação com uma cama limpa. É sim uma das muitas demosntrações de amor, carinho, cuidado e dedicação que minha mãe tem por mim. Uma mulher que chega cansada de umdia de trabalho e encontra os filhos assistindo televisão, os abraça, conversa uns minutos, dá a benção e se prepara para dormir e que ainda tem a boa vontade de dizer todas as noites, com um tom carinhoso e afetuoso que apenas as mães tem: "Não esqueçam de bater as camas de vocês antes de dormir!", só pode ser a melhor mãe do mundo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meu medo pode estar se concretizando
Ao fim do dia tudo estará desfeito
seja meu ou do eleito
o amor que bate no peito
daqueles que te encontraram.
Com razão, talvez efeito
um suspiro tão sem jeito
que me provocou o desrespeito
de te ter em meu coração.
Seja eterno, ou não, o malefício
acredito que seja por isso
que levo a culpa em meu peito.
Por te desejar assim de longe
rejeitando quem está perto
contando com uma esperança distante.
seja meu ou do eleito
o amor que bate no peito
daqueles que te encontraram.
Com razão, talvez efeito
um suspiro tão sem jeito
que me provocou o desrespeito
de te ter em meu coração.
Seja eterno, ou não, o malefício
acredito que seja por isso
que levo a culpa em meu peito.
Por te desejar assim de longe
rejeitando quem está perto
contando com uma esperança distante.
terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009

Me pego buscando palavras para descrever o que estou sentindo...
Como descrever algo indefinido?
Sonhos, sentimentos, esperanças, tudo num mixto incrível, num fluxo incrível.
Hoje estou apenas um pouco mais Ígaro que o normal... Coincidência?
Não creio, o espelho vem me dizendo faz tempo e eu não quero acreditar, ando envelhecendo, me tornado o que sempre achei que fosse, apenas mais um adulto no mundo. Complexado, preocupado e ocupado.
Hoje sou estudante universitário, psicólogo de relacionamentos dos amigos, amigo fiel e cofidente, síndico, monitor, dono de casa, adolescente... Não será um pouco demais para uma pessoa de apenas 17 anos?
Mesmo com essa relatividade do tempo, onde tudo se mistura e se separa, onde meu coração e minha cabeça seguem caminhos opostos e paralelos ao mesmo tempo, eu sigo. Fazer o quê? Se desse para parar um pouquinho... Só um pouquinho...
A obscuridade do futuro me afronta a cada segundo que vivo, e a certeza de que o passado é passado, põe um ponto final em muitas dúvidas.
São tantos enigmas para uma vida só, tantos "e se"... Eu queria me dividir em 2,3,4... Quantos pudesse, só para testar e viver de tudo, com todos, com tempo!
17 anos, 88kg, 1,78 de altura... Parece ser tão simples essa forma física... Mas o que está por dentro é que é complexo. Meus pares de mebros, meus mebros únicos, tudo é simples, é igual, é comum. O que me diferencia é o que estou usando agora, minha massa cinzenta. Talvez por isso que eu prezo tanto isso nas pessoas que eu desejo ao meu redor, porque é o que as diferencia dos demais...
Hoje eu estou falando mais merda que o comum, por favor cortem minha internet e me mandem estudar e trabalhar, pois quantidade não me falta...
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